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CURSO M.T.C. Características do Curso e Saídas Profissionais

Características do Curso e Saídas Profissionais


  • CARACTERÍSTICAS E SAÍDAS PROFISSIONAIS

  • A ADAPTAÇÃO DO ENSINO DA MTC AO OCIDENTE

CARACTERÍSTICAS DO CURSO E SAÍDAS PROFISSIONAIS

O curso de Especialista de Medicina Tradicional Chinesa é uma adaptação ao contexto nacional e europeu do sistema de ensino universitário chinês na área da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), aperfeiçoada ao longo de 22 anos pelo corpo docente da ESMTC e, desde 1996, com a íntima colaboração pedagógica e científica da Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing (UMCN).

Na China, o país mais exigente e experiente nesta área, esta formação dá acesso directo à carreira universitária, à carreira médica hospitalar e ao exercício liberal da actividade clínica.

Trata-se, assim, de um modelo de ensino que na China foi vinculado de raiz às necessidades do exercício profissional da investigação científica, do ensino e da clínica, testado num contexto fortemente regulamentado e onde, quer as autoridades quer os utentes, são profundamente conhecedores desta área de actividade e muito exigentes em relação à qualidade dos resultados. Nesse país em intensa modernização, dezenas de universidades e uma parte cada vez mais importante do sistema hospitalar estatal são exclusivamente dedicados à Medicina Tradicional Chinesa, por causa da sua reconhecida eficácia e do seu baixo custo.

A ESMTC subscreve inteiramente essa orientação, e desde o início, assume-se como uma escola em que a preparação para o exercício profissional ao melhor nível existente é, em absoluto, a meta orientadora de todas e cada uma das suas estratégias e actividades.

De facto, os resultados clínicos profissionais dos seus ex-alunos demonstram a solidez do caminho percorrido, ao mesmo tempo que estimulam para o muito que há ainda para fazer.

No que respeita à carreira de investigação, as portas da Universidade de Medicina Chinesa de Nanjing estão abertas a todos os formados pela ESMTC que se queiram candidatar às provas de acesso para os seus cursos de mestrado e doutoramento. Apesar do alto nível de exigência (mas também de prestígio internacional) desta universidade, do nível exigido nos trabalhos de investigação experimental e da emblemática dureza dos júris na apreciação das teses, dos nossos três professores doutorados em MTC, pela Universidade de Nanjing, são oriundos da ESMTC e cinco graduações de mestrado foram já atribuídas a ex-alunos desta escola.

A isso ajuda o facto de todos os seus cerca de trinta docentes da área da MTC terem eles próprios feito a sua formação ao abrigo da parceria ESMTC-UMCN, tendo todos eles dedicação profissional exclusiva nesta área, completando a docência com o exercício da sua própria actividade clínica, onde encontram a inspiração e o “saber de experiência feito” que transmitem aos seus alunos.

A adesão entusiástica e crescente do público utente às Medicinas Naturais em geral e à Acupunctura e à Medicina Tradicional Chinesa em particular cria o terreno ideal de acolhimento para a qualidade da formação dos ex-alunos da ESMTC. Segundo afirmação recente do Director da Entidade Reguladora da Saúde, calcula-se em cerca de dois milhões o número cada vez maior de utilizadores regulares das Medicinas Naturais em Portugal, o que representa um gigantesco mercado potencial com condições de absorver uma oferta profissional qualificada ainda durante muitos anos.

Segundo um estudo recente (M. Carôco, 2014) o indice atual de empregabilidade dos ex-alunos da MTC é de 80%, o que permite as melhores perspectivas quando a atividade de Profissional de MTC, já legalizada estiver completamente regulamentada.      

José Faro
(Co-Director da ESMTC)

 


A ADAPTAÇÃO DO ENSINO DA MTC AO OCIDENTE

A adaptação do ensino da MTC a estudantes ocidentais levanta algumas questões:

1º - Os estudantes ocidentais desconhecem a cultura chinesa e a MTC está impregnada dessa cultura.

2º - O conhecimento médico chinês provém do empirismo, aliás como qualquer outra ciência médica que reajusta o seu efeito pela experiência e pela experimentação, mas deriva também do pensamento filosófico chinês, a saber, a teoria cosmogónica taoista e o binário yin/yang.

3º - A medicina chinesa é uma ciência que parte de uma axiomatização de raiz dialéctica.

De uma forma muito sucinta podemos expressar aqui os principais axiomas:

1º Axioma - o tao é a fonte da vida e da energia do universo.
2º Axioma - no início o tao era o caos mas, como nada é imutavelmente eterno, houve um início de organização, onde começaram a surgir todas as coisas que são formadas por yin (matéria) e yang (energia).
Este 2º axioma mostra-nos que o paradigma da MTC é de natureza dialéctica em que existe uma relação dinâmica de oposição, complementaridade, interacção, transformação recíproca e de crescimento e decrescimento alternado. Num corpo humano de boa saúde os dois aspectos opostos do yin e do yang não coexistem de modo pacífico e sem relação de um sobre o outro, ao contrário eles afrontam-se e repelem-se mutuamente. Porém a sua oposição cria um equilíbrio dinâmico e origina o desenvolvimento e a transformação.

4º - A aplicação do pensamento dialéctico à vida só surge depois de uma maturação intelectual apurada e com a operacionalização de funções que o aluno tem de adquirir ao longo dos anos (ver artigo MTC e desenvolvimento cognitivo*). “Enquanto iniciação colectiva e sistematizada a um pensamento do tipo dialéctico, o ensino da MTC, representa um desafio pedagógico sem precedentes”.

O ensino da MTC deve ter uma componente fortemente operatória em que o professor é também um operador, demonstrador experiente, que permite e motiva a integração dos alunos no seu próprio exercício das actividades a serem ensinadas.

Para isso, a planificação das metodologias de ensino deverá incluir algumas características:

  1.  A definição de objectivos educacionais, deverá ser feita, também, em termos de estados internos a atingir. Os estados internos visados são as estruturas cognitivas, que consistem em regras para o processamento de informação ou de conhecimentos relacionados. Visa-se, portanto, de forma equilibrada o desenvolvimento das estruturas cognitivas subjacentes à competência, entendida esta como a capacidade de realizar, em condições ideais, determinadas tarefas;
  2. O estabelecimento de objectivos educacionais, num horizonte alargado, que permita tomar em consideração o conjunto do processo de desenvolvimento cognitivo do indivíduo, indo ao seu encontro no ponto de desenvolvimento em que ele está e fornecendo-lhe métodos graduados de desenvolvimento;
  3. Deve ser dedicado um trabalho especial à verificação da efectiva aquisição das necessárias estruturas cognitivas, uma vez que um comportamento pode ser executado por simples imitação, repetido e mantido por acções de reforço, ou por exercícios de memorização, sem qualquer conexão com uma estrutura cognitiva que possibilite o seu exercício autónomo e idóneo.

Todas estas razões contribuem para que, desde há quase dezasseis anos, o corpo docente da ESMTC tenha vindo a descobrir, aplicar e refinar métodos e técnicas de ensino que permitem a adaptação deste à aprendizagem da MTC.

Deolinda Fernandes
(co-Directora da ESMTC).


Consultar ainda:

A better teaching/learning contribution of TCM - dialectical thinking applied to “clinical practice of Traditional Chinese Medicine”, Deolinda Fernandes, Ph.D. MTC (Acup. and Tuina)
* Artigo publicado no nº11 da Revista de Medicina Tradicional Chinesa da ESMTC

 

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