A importância de aprender a língua e cultura chinesas
para um estudante ocidental de MTC
No ano lectivo 2009/2010 a ESMTC decidiu integrar no curriculum escolar do 1º ano, com continuidade para os anos seguintes, a disciplina de Língua e Cultura Chinesas (mandarim), dando assim a oportunidade ao aluno de MTC de aprender esta língua adaptada às suas necessidades. Assim, esta disciplina constituirá parte integrante do curriculum do 1º ano, e, embora seja de carácter opcional durante este ano lectivo, uma vez o(a) aluno(a) inscrito(a) funciona como uma disciplina teórico-prática e sujeita ao mesmo regime de avaliação destas disciplinas, contando para a média geral. Todos os alunos de outros anos que quiserem frequentar esta cadeira também se poderão inscrever nela ficando sujeitos ao mesmo regime.
São apontadas como principais razões:
• Que o aluno compreenda o enquadramento histórico, cultural e linguístico da China, berço da medicina tradicional chinesa.
• O pensamento filosófico e médico chinês não pode ser verdadeiramente compreendido sem considerar a influência estruturante que sobre ele exercem a língua e a escrita em que ele se expressa.
• Esta escrita, ao contrário das nossas escritas alfabéticas e fonéticas, é ideográfica. Cada palavra é representada por um caracter que é como um pequeno desenho exprimindo uma ideia ou conjunto de ideias. Por outro lado, o chinês não dispõe de étimos, (como são, no nosso caso, os gregos e latinos), para construir terminologia científica nova à maneira ocidental. Assim, os seus conceitos científicos, incluindo os da MTC, adquirem muitas vezes um aspecto aparentemente exótico por trás do qual há que saber encontrar uma formulação rigorosa e precisa do conhecimento.
• Em níveis bastante avançados de estudo e investigação em MTC um conhecimento ao menos genérico da estrutura e funcionamento da língua chinesa é indispensável para participar nas discussões relativas ao sentido exacto de certos termos técnicos, tal como é frequente acontecer por exemplo em teses de mestrado e doutoramento.
• A aprendizagem de conceitos na medicina tradicional chinesa é muitas vezes facilitada pela informação contida nos caracteres que os designam.
• A aprendizagem de termos correntes para que o aluno possa sentir algum à vontade quando passeia, pesquisa e pretende alimentação ou orientação na cidade chinesa onde vai fazer estágio.
• A aprendizagem de expressões do interrogatório em MTC e da compreensão do estado de saúde dos pacientes chineses enriquecendo assim a relação durante o estágio hospitalar na China, quer do ponto de vista clínico quer do ponto de vista humano.
Para além disso a língua chinesa tem-se vindo a revelar cada vez mais como uma das grandes línguas mundiais. Já hoje é ensinada em escolas secundárias portuguesas a título experimental, como experiência piloto.
O ensino da língua a crianças e jovens portugueses revela uma visão futurista pois é de prever que haja um incremento no estabelecimento de contactos comerciais, culturais e científicos com a China o que exige pessoas preparadas para a tradução e para se movimentarem com à vontade nos seio da sociedade chinesa.
Horário das aulas:
2as e 4as feiras das 15h00 às 17h00
2as feiras - aquisição de novas matérias
4as feiras – revisão e integração dos conhecimentos adquiridos